O carro na frente dos bois

No meio das notícias que a "crise" gera existe uma que não me agrada nem um pouco, ao menos da maneira e no momento em que ela está vindo.

"FIESP DEFENDE CORTE DE SALÁRIO E JORNADA"

Gente, olha só: É impossível dizer quando Israel está querendo inibir o Hamas ou quando está cometendo puro genocídio. Nesse caso, talvez, as mais de duas centenas de crianças mortas dêem a resposta com ares dela ser óbvia... Mas no caso da FIESP - que SEMPRE foi a FIESP - nesse caso, isso fica mais confuso, enevoado, difícil de distingüir (adoro os tremas, e daí?!).

É muito difícil para alguém com um pouco de histórico de noticiários nas costas, aceitar que se fale sobre o "prejuízo assustador de Dezembro" quando até meados de Novembro, TODO SANTO MÊS do ano de 2008 (nem vou falar de 2007), ouvíamos falar em "lucros records".

Onde foi parar o tal "lucro acumulado" tão cantado em verso&prosa quando o assunto é estimular o preço das ações?... Aliás, falando nisso, por que as ações não estão em queda vertiginosa se existe esse tal "prejuízo assustador"???? Por que será que o mercado, esse observador zeloso, não se deixa levar por declarações de "caos eminente"?

Ao menos ainda não no mercado brasileiro?

Conter o crise fora de nossas fronteiras - uma piada na própria concepção da frase - tem que necessariamente significar salários menores e jornadas menores? Será mesmo que existe aquele débil que consiga acreditar em algo do tipo: "com menos horas de trabalho o profissional pode conseguir um segundo emprego" - Mas emprego aonde? Em um país em crise? Com a nova expressão sensacional do mercado, a tal "recessão técnica" (Putz! "Recessão tecnica", alguém tinha que ter a responsabilidade de prender quem diz coisas assim!).

Antes de quaisquer ações contra a sociedade brasileira, contra a Nação brasileira, que diminuam os lucros para taxas, apenas, próximas de 100% ou um pouco menores porém ainda muito significativas em qualquer mercado mais sério e menos escravagista, que diminuam as benéces supérfluas a um pouco milhar de "profissionais especiais", que fortaleçam investimentos em opções econômicas de energia, consumo, que invistam com seriedade, zêlo e competência em programas socias expurgando aqueles que o usam para ficar "sentado na porta da bodega" ao invés de trabalhar como fazia antes do programa (que é mal fiscalizado)!

Depois, só depois, se ainda houver crise, se o País ainda estiver sob o risco de crise, aí então sentem-se á mesa de negociações e vejam quem pode trabalhar menos e receber o justo por isso!

Comentários

  1. Pois é Zé
    O Empresariado Brasileiro não muda de pensamento nunca
    Quando faturam, num tão nem ai , e nunca distribuem socialmente um pouco do lucro exorbitante que obtem
    Agora, na hora dos prejuizos, nos somos os primeiros a serem "Convocados para serem Voluntários" a ganhar menos, para eles manterem as suas fortunas
    Um Beijo

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